Agora, às vésperas de uma nova paralisação dos trabalhadores rodoviários, anunciada para esta sexta-feira (30), ocorre uma nova troca de secretário. Saiu o desastroso Mauricio Itapary e entra Manuela Fernandes, que era presidente do Ipam.
Desde o primeiro governo de Braide, a pasta já teve sete secretários: Cláudio Ribeiro, Diego Baluz, Diego Rodrigues, Rafael Kriek, Daniel dos Santos, Maurício Itapary e agora Manuela Fernandes.
Além dessa instabilidade no comando da pasta, o setor, claramente não tem nenhum planejamento, a ser seguido. Se houvesse, a troca do secretário não o afetaria tanto. O mais complicado é que os secretários não têm nem tempo de se inteirar sobre o assunto, pois já são convidados a saírem do cargo.
E no meio desse caos administrativo, pergunta-se: Braide não acha um secretário competente para gerir essa pasta, que é estratégica para a cidade?
E os efeitos dessa inconsistência na gestão do transporte público são os piores: vão desde descrédito na gestão municipal às intermináveis paralisações dos trabalhadores rodoviários, que, em busca de receber seus salários, utilizam a “arma” que têm: os ônibus.
Virou mania da Prefeitura não pagar os subsídios, fazer descontos irregulares e descumprir os contratos e determinações judiciais, botando a culpa das greves nos empresários, que alegam não ter recursos para bancar aumentos salariais e gerir o sistema como um todo.
E na esteira da crise está a SMTT e seus gestores-relâmpagos, que, quase sempre são trocados em pleno “olho do furacão”, entram perdidos e saem pior ainda.
É nesta lamentável situação que está o órgão que deveria zelar pela boa prestação do serviços de transporte público à população. E, com tantos erros fica difícil solucionar uma crise, que começou na SMTT e ganhou as ruas e o transporte público, gerada no próprio núcleo da Prefeitura.

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