Esse contingente histórico deve movimentar R$ 118,2 milhões na economia de São Luís, consolidando o maior volume financeiro dos últimos três anos para o período. O montante representa um crescimento nominal de 14,3% em relação a 2025, quando a data gerou R$ 103,4 milhões. Mesmo descontando a inflação acumulada de 4,39% nos últimos 12 meses, o varejo local experimentará um crescimento real de quase 10% nas vendas.
Estratégia e visão empresarial
O avanço nas vendas de 2026 desenha um cenário de oportunidade clara para o empresariado engajar o público e acelerar o giro das mercadorias.
"O aumento na base de compradores abre uma excelente oportunidade para o varejo local. Embora o gasto individual esteja mais moderado, a rentabilidade do empresário será garantida pelo ganho de escala no volume das vendas. O momento exige inteligência comercial e vitrines atrativas para capturar esse fluxo massivo de novos clientes", pontua o presidente da Fecomércio-MA, Maurício Feijó.
Menos presentes caros e mais volume nas lojas
O motor do crescimento deste ano não é o alto valor agregado dos presentes, mas a quantidade de pessoas consumindo. Pressionado por um cenário de crédito caro – com a taxa Selic estacionada em 14,50% ao ano –, o consumidor ludovicense optou pela cautela e reduziu o valor médio do presente em 17,5%, recuando de R$ 240 para R$ 198.
A estratégia das famílias para conciliar o afeto e o bolso ficou evidente: 91,6% dos compradores vão adquirir apenas um item, e mais de 62% deles planejam gastar entre R$ 151 e R$ 250. O avanço expressivo no número de clientes nas lojas, contudo, compensa com folga o tíquete médio menor.
Chocolates e vestuário lideram as intenções
Na hora de escolher o presente, os itens de forte apelo afetivo e valor intermediário dominam as preferências. Chocolates, bombons e trufas lideram a lista com 18,2% das menções, seguidos de perto por calçados, bolsas e cintos (16,4%), perfumaria e cosméticos (12,9%), cestas de café da manhã (11,3%) e vestuário (10,9%).
Em contrapartida, bens de maior valor agregado, como notebooks (4,7%), celulares (3,2%) e joias (2,7%) aparecem com menor intenção de compra, confirmando a resistência em contrair dívidas longas. Para pagar a conta, o cartão de crédito continua sendo a principal opção (65,7%), com parcelamentos concentrados em seis vezes (30,5%). As compras à vista no dinheiro ou PIX somam 22,3% e o cartão de débito, 14,5%.
Shoppings lideram a corrida
O varejo presencial mantém a preferência na capital. Os shopping centers aparecem como o principal canal de compra de 36,6% dos namorados. O Centro Comercial da Rua Grande também atrai 24,8% do público, seguido pelas lojas e galerias de bairros, com 19,3%.
O comércio eletrônico responde por 11,2% das intenções. No ambiente digital, os produtos mais buscados são sapatos (42,3%) e roupas (29,7%). Segundo a análise, o e-commerce local atua de forma integrada, com o consumidor fechando a compra pelas redes sociais e recebendo o produto diretamente em casa.
Comemorações ampliam faturamento
A movimentação financeira vai além das lojas e deve beneficiar fortemente o setor de serviços. A pesquisa aponta que 62,4% dos casais pretendem celebrar a data. Embora metade prefira comemorar em casa (50,7%), as idas a hotéis e motéis (18,7%), restaurantes (16,7%), praias (12,4%) e cinemas (4,7%) prometem aquecer a gastronomia e o lazer.
O turismo também colherá frutos: cerca de 3,5 mil pessoas pretendem viajar no período. Desse total, 59,2% vão visitar outros municípios maranhenses, impulsionando a economia do interior. Refletindo a cautela financeira, 70,4% desses deslocamentos serão viagens rápidas de apenas um dia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário